Olive Oil Life Cycle Assessment

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A produção de azeite constitui um sector agro-industrial relevante na região mediterrânea da Europa, sendo que no espaço SUDOE se gera cerca de 47% da produção mundial deste produto. Motivado pelas suas características organolépticas e os seus benefícios para a saúde, o consumo de azeite nesta zona da Europa aumentou mais de 50% nos últimos 20 anos, alcançando um consumo estimado de 1,85 milhões de toneladas em 2009.

 

As qualidades intrínsecas do azeite e o seu elaborado processo de produção, principalmente o seu cultivo, conferem-lhe um custo superior aos óleos alimentares convencionais, sendo este custo quatro vezes superior ao do óleo de girassol, por exemplo. Enquanto que a maior parte dos óleos vegetais se obtêm a partir de uma semente oleoginosa, no caso do azeite, este é obtido a partir de um fruto, a azeitona, que requer uma dedicação e trabalho maior, aumentando os gastos produtivos. Da azeitona é possível extrair aproximadamente 20% do seu peso em azeite, sendo que o restante passa a fazer parte do denominado bagaço, uma mistura de caroço, polpa e azeite remanescente, um resíduo que representa uma quantidade quatro vezes maior que o produto de interesse. Partindo desta informação, estima-se a produção no espaço SUDOE de 7,25 milhões de toneladas de bagaço por ano. A sua gestão tem implicado desde sempre um desafio, tanto pela quantidade produzida, como pela impossibilidade tecnológica de evitar a sua produção, pelo que se torna imprescindível identificar e potenciar portunidades de gestão de acordo com as tecnologias disponíveis e emergentes que antevejam um ganho ambiental e económico.

 

OiLCA promove a competitividade do sector mediante a protecção do meio ambiente, num contexto de crise energética e de crescente preocupação ambiental por parte dos consumidores. O desenvolvimento sustentável não se alcança de forma passiva, sendo necessário tomar decisões e definir estratégias para estabelecer a rota adequada. A produção de azeite constitui uma complexa estrutura agro-industrial que compreende actividades muito diversas: cultivo, extracção, refinação e embalagem. Estas actividades apresentam uma grande interação com o meio ambiente e uma importante pegada de carbono, o que supõe um problema técnico, económico e de imagem, mas que cria oportunidades que poderão constituir uma via de excelência ambiental e empresarial. A eleição do melhor sistema de gestão de resíduos, bem como a determinação da pegada de carbono, é tecnicamente muito complexa.

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